segunda-feira, 28 de março de 2011
Vida.
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.
Augusto Branco
quarta-feira, 23 de março de 2011
A TRISTEZA PERMITIDA
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros
terça-feira, 22 de março de 2011
Just the way you are - Bruno Mars
Tem vezes que me olho no espelho e me sinto a pessoa mais triste e frustrada do mundo que tenta esconder a tristeza através de festas, bebidas e usando homens e tem vezes que acordo me achando a pessoa mais feliz do mundo e agradecendo a Deus por tudo o que ele faz e fez na minha vida. Eu sei que a vida tem altos e baixos e de alguma forma coloquei na minha cabeça pra nunca criar expectativas com nada e muito menos com pessoas, só que querendo ou não sempre rola aquele "baque" pequeno de indignação, mesmo não esperando o pior ou o melhor no caso (pois não espero nada, pois sei que mais dia ou menos dias, coisa boa ou ruim irá acontecer).
Talvez com esse meu jeito racional demais de ser me prejudicar em algumas coisas de certa forma e faz com que eu pense muito e fico especulando sobre todos os fatos e acontecimentos que rolaram ou que vão rolar. Às vezes eu penso se eu fosse mais boba encararia as coisas de frente sem medo, por que eu não pensaria mil vezes antes de tomar qualquer decisão... Eu iria lá e pronto sem saber que iria quebrar a cara, ai nessa de pensar demais, analisar demais as coisas eu deixo de arriscar por medo. É uma forma inteligente, porém burra ao mesmo tempo por que se eu pensasse menos e agisse mais eu sairia ganhando muito mais.
Então com essas conclusões que tenho tirado de mim mesma, tenho que trabalhar nisso para que eu pense um pouco menos e agir mais sem medo de quebrar a cara... Por que a vida é assim, um dia conseguimos no outro não e assim vai... Tenho que parar com esse "medo" idiota de não aceitar a nunca perder. Todos nos perdemos, mas sempre chega o dia da vitoria.
E coisas que estão ainda a vir acontecer, já estão me deixando de mau humor, me deixando triste e supostamente sem vontade de fazer nada, larga tudo de mão. Mas eu tenho que ser forte e não deixar que isso possa se apossar de mim, eu sei que de alguma forma (não sei qual) será para me beneficiar em algo, pois nada é por acaso. Mesmo com a minha vontade de querer sumir por uns tempos... eu ainda tenho esperança que dará tudo certo.

